quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Europa na cabeça

Extra, Extra: Primeiro post diretamente da Inglaterra [Cambridge, para ser mais exato!]

Prezados companheiros, desculpe pelo lapso sem postagem, mas isso já era previsto, dada a vida corrida que levo pra nesses lados. Ora, o tempo em Cambridge está congelante, literalmente. Nem é preciso colocar os condimentos na geladeira. Sério mesmo!?
Quando cheguei, no sábado passado, a previsão apontava -5 Cº. É, meus caros, sintam um pouquinho do ar gelado e do vento cortante que paira na Bretanha.



Conforme for presenciando fatos curiosos, tirando fotos, ouvindo causos, enfim, com o passar do tempo, postarei algumas impressões deste ambiente nublado e escuro no qual estou passando as férias, ok? Mas ressalto: A freqüência de postagens não será como antes enquanto eu estiver nessa rotina estafante do outro lado do Atlântico =P


Contudo, já que estou na Europa, nada mais oportuno do que ilustrar este espaço com assuntos relativos ao referido continente, como por exemplo, uma inusitada notícia da Espanha (AFP), a qual segue abaixo>>

Lula é um dos 'caganers' de famosos na tradicional festa de Natal catalã


ESTARTIT, Espanha (AFP) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva virou um bonequinho "caganer", o tradicional 'santo cagão' das festividades de Natal da Catalunha que, nos últimos anos, recuperou a popularidade ao homenagear celebridades do mundo todo.
Lula passou a integrar a lista de personalidades homenageadas junto a nomes como o do presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, e da primeira-dama da França, Carla Bruni, todos devidamente vistos com as calças arriadas e exibindo o traseiro enquanto satisfazem suas necessidades fisiológicas.

Sinônimo de fertilidade numa sociedade de tradição agrícola, esta figura de terra representando um camponês em posição de evacuação remonta, segundo os historiadores, à exaltação realista da época barroca, no século XVIII.
O "caganer" simboliza a necessidade de fertilizar a terra para ter uma boa colheita no ano seguinte", explica Jacques Deloncle, curador do museu do Castillet, em Perpignan, "capital" da Catalunha francesa.

"Mas ele constitui também uma forma de irreverência que lembra a todos que os homens são iguais quando se trata da vida e das funções biológicas", acrescentou este etnólogo.


**Para arrematar este post de forma graciosa, seguindo na toada européia, vislumbrem um mapa bem interessante desse confuso continente.

Hora do humor barato



Olá, caros internautas. Muito bem-vindos!

Confesso que gostei dos argumentos dos freqüentadores deste seleto estabelecimento quando do último post. Demonstra o tino crítico e o olhar aguçado de cada um para uma questão tão delicada e não menos complicada.

Novos aromas: Há poucos dias de minha viagem [exatamente 1] para a terra da Rainha (confiram o post destinado à aventura em questão), venho lhes agraciar com um momento de descontração, a hora do “aiaiai uiuiui” da web, como bem registrou o homem do Baú, um tal de Senor Abravanel (ou Silvio Santos, para os íntimos) no programa Pânico na TV [sem julgamento de valores!]



Segue abaixo uma interessante “anedota” do genial Luís Fernando Veríssimo. Tendo como título o sugestivo “Conto de Fadas para Mulheres do Século 21”, Veríssimo alfineta, de um jeito ímpar, alguns indivíduos do sexo masculino que ainda permanecem comungando do tradicional “paradigma matrimonial”, se assim podemos ,de forma provocativa, ousar dizer quem mantém arraigado hábitos “triviais” do pretérito (com o perdão de incorrer no generalismo).

Ou seja, o texto serve de reflexão para os homens mais acomodados, preguiçosos, que querem a mulher fazendo “cama, mesa e banho”, ou ainda, “barba, cabelo e bigode”, num trocadilho talvez inapropriado para alguns leitores deste reduto. Tudo bem, o contrário pode ocorrer, isto é, o homem fazer às vezes das mulheres, entretanto, o mais comum de se ver é o que expus no início deste parágrafo. Enfim, chega de embolação e vamos à famigerada anedota>>


Conto de Fadas para Mulheres do Século 21


Era uma vez, numa terra muito distante, uma linda princesa, independente e cheia de auto-estima que, enquanto contemplava a natureza e pensava em como o maravilhoso lago do seu castelo estava de acordo com as conformidades ecológicas, se deparou com uma rã. Então, a rã pulou para o seu colo e disse:


- Linda princesa, eu já fui um príncipe muito bonito. Mas, uma bruxa má lançou-me um encanto e eu me transformei nesta rã asquerosa. Um beijo teu, no entanto, há de me transformar de novo num belo príncipe e poderemos casar e constituir um lar feliz no teu lindo castelo. A minha mãe poderia vir morar conosco e tu poderias preparar o meu jantar, lavarias as minhas roupas, criarias os nossos filhos e viveríamos felizes para sempre...


E então, naquela noite, enquanto saboreava pernas de rã à sautée, acompanhadas de um cremoso molho acebolado e de um finíssimo vinho branco, a princesa sorria e pensava: 'Nem FO-DEN-DO!'






-> Aproveitando a deixa para o humor “conjugal”, segue mais um gracejo express (não se acostumem, hehe!)


Quando um homem deve usar brinco


Um dia, no escritório de advocacia, um homem reparou que o seu colega,
muito conservador, estava usando um brinco.

- Não sabia que você gostava desse tipo de coisas - comentou

- Não é nada de especial, é só um brinco! - replicou o colega

- Há quanto tempo você o usa?

- Desde que a minha mulher o encontrou, no meu carro, na semana passada =P

domingo, 30 de novembro de 2008

EDIÇÃO ESPECIAL: De Zorra em zorra...



Extra, extra, freguesia!

Este chefe não se conteve após assistir ao programa “Zorra Total” desse sábado, 29/11. Explico melhor o motivo da revolta: Sucintamente, o programa destinou uns quadros para tratar do que nomeou “concurso de melhor comida de boteco”. Até aí maravilha! Este chefe se animou, pois o tema tinha tudo a ver com este espaço.


Entretanto, estava muito bom para ficar só nisso. Não tardou, e eis que entra em cena a fantástica Dra. Lorca (Fabiana Karla) - Sim, eu gosto de alguns personagens do programa, como a Lady Kate, o “Gráubi”,o Zeca Pimenteira - Ou seja, minha crítica se destina exclusiva e pontualmente ao episódio lamentável que se sucedeu.

Deixando mais claro: A personagem da Dra. Lorca juntamente com o Dorgival (Nelson Freitas) e os demais figurantes do humorístico , presumo, intencionavam preparar um bolo. Ok, beleza, algo típico da “Doutora fofinha”. Porém, sem mais nem menos, o pessoal deu início a uma “guerra de comidas”, com ovos, farinha e leite voando desgraçadamente pelos ares, como se quisessem se suicidar.

Os colegas poderiam me perguntar: Mas e daí? O que nós temos a ver com isso? A Globo quem está pagando (trocadilho infame com a Lady Kate) esse desperdício barato mesmo! Que se dane... Espera aí, povo: Desde quando, só porque tem alguém bancando, posso despender a meu bel-prazer tudo o que me der na telha? Os Srs. não sentem que algo está invertido nesse processo? Alguma coisa não destoa de certos princípios básicos aprendidos desde o “berço”?

Confesso: Essa observação se fez mais latente a partir do momento em que vislumbrei naquela “gastança infeliz” (apesar da felicidade dos humoristas – grande paradoxo!), o sofrimento pelo qual vem passando diversas famílias em Santa Catarina. Sobretudo, para as pessoas que necessitam desesperadamente de comida, qualquer “ovo suicida” que seja será bem-vindo. Lógico que se formos pensar a nível global, o drama será faraônico. Contudo, como “o que está mais perto parece nos atingir de forma mais profunda”, meio que senti essa irracionalidade de modo mais palpitante na noite do último sábado. Isto é, acredito que tal episódio foi a gota d’água de muitas barbaridades que ocorrem no Brasil em diversos contextos. Fiquei a refletir: Qual das duas “tragédias” é maior? A ocasionada por forças naturais, da qual não podemos escapar, ou aquele plantada, regada, colhida e disseminada por cabecinhas de simples mortais como as dos nossos semelhantes?

Se formos parar para pensar no real desperdício que acontece diariamente, não só nesses tipos de programas (que é exceção, creio eu), mas também em restaurantes (estendendo aos demais estabelecimentos gastronômicos), em eventuais “brincadeiras”, por acidentes de percurso mesmo, ou até em nossas casas, conectando tal fato com a situação desoladora vivenciada recentemente pelos cidadãos catarinenses - que chegaram, lembrando, a saquear supermercados da região dada a gravidade do cenário - na certa que uma sementinha de sensibilidade aflorará entre nós.


** Caberia, de certo modo, a permuta da palavra "supermercado" por "emissora" na imagem acima, não?



E se eu me der conta de que colaborei para o desperdício (lembra daquele restinho de arroz com feijão que deixei no prato, daquela verdurinha que desprezei, daquela sobremesa que peguei a mais e não comi), vish, a sensação de culpa/remorso ficará remoendo minhas entranhas até não querer mais. O peso na consciência se dará em toneladas e será difícil de suportar. Ah, mas se eu não agüentar a dor, bem, aí basta recorrer a alguma entidade que esteja ajudando os cidadãos catarinenses, ou mais fácil ainda, basta o digitar de alguns números na tecla de meu celular para demonstrar minha pseudo-solidariedade, colaborando com uns 50 míseros reais qualquer, enquanto aproveito estatelado na rede de minha casa de praia aquela brisa suave e gostosa.

Enquanto isso, no mundo que pulsa, indivíduos perdem seus pertences, perdem suas famílias, perdem suas esperanças e se perdem perdidamente. Enquanto “a coisa” não bater a minha porta, e oxalá não o faça, continuarei a dar de ombros em minha confortável jacuzzi, num exemplo asqueroso e estarrecedor de individualismo alienado e de “umbiguismo do ego”. E vamos às ruas afirmar “nossos sentimentos” aos atingidos pela catástrofe. Depois de me ver na mídia “militando” por mais uma “causa”, aí sim já posso cair na “zorra total” novamente.

*Obs: Caso algum internauta tiver um meio para contatar “a Globo”, os seus “globais”, a mídia mesmo, enfim, não hesitem em apontar a leitura deste tímido “manifesto”. Ele pode não ter ficado muito bem arquitetado, contudo, o objetivo principal, ao menos, crê este autor, foi alcançado, qual seja, dar ciência à população do disparate evidenciado num dos programas de maior audiência da grande rede Globo. Assim, quem sabe alguns indivíduos não saiam de suas jacuzzis particulares para realmente voltar os olhos aos fatos que não terminam no mero desligar da televisão? PLIN-PLIN...

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

A arte publicitária da gastronomia em ação


Acomodem-se com jeito, camaradas de plantão!

Hoje, dedicarei este post a alguns anúncios, propagandas, panfletos, enfim, peças publicitárias que digam respeito, basicamente, ao universo gastronômico. Entretanto, reparem que nesses anúncios a criatividade e o humor imperam, dando um condimento mais refinado, um toque divertido e ousado aos triviais nº1, nº2, nº3 etc. . Nota-se, ademais, o "poder" que uma propaganda bem feita pode proporcionar - fato!

Pois então vamos às imagens, freguesia. Elas dizem por si! Enquanto isso, deliciem-se com os birinights espalhados pelo recinto e cheguem a seguinte conclusão: É, um bom marketing faz toda a diferença!

Cardápio captado pelas lentes deste chefe em Buenos Aires... Bem elaborado =)

Animação ao mesmo tempo engraçada e verdadeira... Se isso é bom ou ruim são outros 500 =0

Hahaha... Essa montagem que fizeram com o iogurte Activia é sensacional. Dispensa explicação!


Outra propaganda muito bem bolada... Agora apelando para o lado mais libidinoso das frutas !?!?

Eu adoro as "sacadas saudáveis" do Fruthos. **Legenda do Papai-Noel: - E você, fez todos os seus abdominais e as suas flexões neste ano?

Esse "papa-móvel" na Burger King foi fenomenal =)

Ah, e esse foi um estabelecimento de cunho duvidoso visitado em terras estrangeiras por um conhecido. Ele confessou que a salubridade do recinto não era das melhores... Vai saber o porquê =P

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

E a Inglaterra não será mais a mesma...



Vamos tomar um chá da tarde, amigo leitor? No desenrolar deste post vocês entenderão melhor o motivo desta singela sugestão, caso ainda não tenham captado pelo título.







Informação importante para vocês
, freqüentadores de carteirinha: O serviço deste chefe foi requisitado em terras estrangeiras. Sim, nosso estabelecimento tem tido boa aceitação no âmbito internacional graças ao nível de nossa gabaritada freguesia. Desse modo, ausentar-me-ei deste recinto por um breve período de 3 meses, no entanto, havendo possibilidade, não hesitarei em relatar algumas impressões dos cenários alienígenas (não, ainda não pretendo ir ao espaço sideral! Alienígena = exterior, nesse contexto). Ou seja, este aprazível ambiente não ficará entregue às moscas, até porque zelamos por um serviço de impecável assepsia e higiene.



- Só para deixar meus clientes mais a par da coisa: Ficarei hospedado na Inglaterra. Lá, buscarei os temperos mais exuberantes para incrementar este cenário, apesar de que a fama da cozinha britânica, digamos, não é tão exótica quanto à brasileira. Mesmo assim, tentarei colher os ingredientes mais saborosos que encontrar. Inevitavelmente, compartilharei com os demais chefes alguns condimentos brasileiros levados na mala, contudo, manterei em sigilo absoluto, guardado a sete chaves aquilo que faz do Brasil um País divino por natureza.



Para aproveitar a ocasião, quem sabe eu não faça uma visitinha básica à minha amiga Rainha, cozinhando para ela uma iguaria bem brasileira? Sugestão, senhores? Tinha pensando em oferecer um quitute tradicional da culinária baiana, a saber: Acarajé. O que pensam? Sei lá, mas tenho a impressão de que ela se encontra um pouquinho pálida.Talvez, ao saborear um acarajé bem arretado ela revigore o ânimo, continuando por mais 100 anos no front do reinado. Vou caprichar na pimenta e na sustância da coisa. A "véia" (com o devido respeito) vai até ficar porreta, de pernas pro ar. Os famigerados guardas britânicos ficarão só na espreita.



Resumo da ópera: A lúgubre Inglaterra não será mais a mesma após a avassaladora e ousada passagem deste ser que escreve pelos tão aclamados pubs britânicos. Faço saber: Caso dê na mídia que a ilustríssima Rainha Elizabeth II sofreu um ataque cardíaco, já sabem a que se deveu, ok, camaradas? Posteriores novidades os srs. ficarão sabendo de lá.






-> Ah, e soube que durante minha estada no Reino Unido, haverá um amistoso básico da seleção brasileira. Olha que oportunidade bacana para eu prestigiar a seleção canarinho em plena Londres. O jogo acontecerá no dia 10 de fevereiro contra a Itália. Um clássico dos clássicos, não?



**Bem, sinceramente, analisando melhor, talvez eu assista pela TV mesmo (sem Galvão Bueno para azucrinar, finalmente), haja vista o precinho camarada do ingresso (lógico, área VIP, para minha simplória pessoa). Sabe quanto, amigos? A bagatela de 4 mil reais... É, os ingressos no Brasil ficam até baratos se comparados aos desse setor.

Estou curioso para saber o que teremos nessa apresentação futebolística. O que será que estão reservando para o espaço dos “privilegiados”? Minha fértil imaginação fica até pequena para tamanho delírio. Será que distribuirão bolas revestidas em ouro para os VIP’s? Contaremos com ostras, mexilhões, foie-gras, canapés, caviar e champagne? Seremos agraciados com alguma vestimenta histórica? Ou então com o modelito fashion do Dunga? Enfim, divaguem também, companheiros de jornada. Coisas surreais podem acontecer, não é, Michael?





domingo, 23 de novembro de 2008

Hora do break, pausa para o lanche!


Muito bem, freguesia de plantão!

Hoje, em nosso recinto, contaremos com uma ocasião especial, a saber: Conforme os srs. puderam perceber, em cada mesa colocamos um exemplar do livro “ Botequim de bêbado tem dono”, de Moacyr Luz, Editora Desiderata.

Um livro por demais sugestivo, a começar pelo título. De igual forma, ele está em intrínseca conexão com este espaço, já que o tema, como se infere da obra, tem tudo a ver com o COMIDA ESCRITA.



Pincelaremos algumas impressões que nos surgiu ao degustar a obra, a qual, diga-se de passagem, conta com ótimas ilustrações do renomado Chico Caruso. Assim, logo de início, o presente livro traz um interessante prefácio do mestre Jaguar. Tal como neste estabelecimento, a obra contempla a linguagem “gastronomês”, tornando a leitura fácil, agradável e divertida. Além disso, o livro é composto por diversas crônicas (25 no total), todas curtas (algo como duas páginas cada), na qual Moacyr relata de uma forma engraçada seus passeios e causos pelos bares do Rio de Janeiro, não deixando um detalhe escapar de seu olhar atento e irônico, sem economia de temperos, mesmo em tempos de crise.





Pelo humor fino e inteligente, consegue-se ler o livro em uma sentada. Contribui para isso o fato de a obra ser pequena (aproximadamente 110 páginas), recheada, como já colocado, de atraentes ilustrações. Outro ponto positivo diz respeito às observações de Moacyr. Estas nos remetem, de fato, aos bares visitados pelo autor. Seu relato dinâmico faz com que, de forma inusitada, nos sintamos na pele dos freqüentadores dos botequins, dividindo com os demais fregueses os sabores e os aromas do ambiente da vez, bem como diversas situações curiosas e pitorescas.


Não raro, os leitores ficam, literalmente, com água na boca. Ao término do roteiro, ficamos com aquele gostinho de quero mais, tal a maneira cotidiana e descontraída com que o autor compartilha com os leitores os momentos da boemia. Enfim, o livro foi um modo irreverente e perspicaz de oferecer aos interessados um pilequinho jeitoso, uma comidinha caseira e saborosa, tudo numa atmosfera envolvente de paladares, algo, paradoxalmente, sem igual nos bares da vida. Importante destacar, em tempos de Lei Seca: Essa obra pode ser apreciada sem moderação, afinal não há riscos de se embebedar, daí que também não há espaço para ressaca.



**Para maiores informações sobre a referida obra, acessem o link a seguir e sintam o gostinho do que está por vir, colegas. O site: http://www.editoradesiderata.com.br/botequim/

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Entre dólares e cachaças: A dúvida!



Salve, meus cativos boêmios!

Este chefe se sentiu provocado e teve que sair da cozinha para tecer dois dedos de moça, ops!, de prosa.

Primeiro> Em relação à cachaça "Cura Veado" [estamos no País da piada pronta, não se esqueçam], alertamos: Não a vendemos neste diferenciado estabelecimento. Só para cientificar os desavisados: “Cura Veado” é daquelas cachaças populares de nomes inusitados como “Pau de Tenente”, “Chupa Cabra” e “Quebra Chifre." (Abaixo, alguns dos rótulos desta Casa, bem como o Especialista por "ratificá-las")



Sentindo-se incomodada (!!) com o lançamento da cachaça em questão, a Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) enviou um ofício à empresa Magic Center (responsável pela graciosa bebida) pedindo que ela “se dignifique a retirar o referido rótulo do produto, considerando-se que o mesmo contribui para o preconceito e a discriminação, pois transmite uma idéia errônea da realidade homossexual, além de fazer deste cidadão objeto de riso." Só para grifar: Tal episódio ocorreu há poucos dias no Paraná - curioso ser no Sul, não? =P


Confome disse, prezados, num País em que o carnaval vigora o ano todo, troças como as citadas têm que ser levadas na esportiva, sem esse espírito de animosidade. Lanço a indagação: Os cidadãos que se identificam com o grupo ABGLT, por exemplo, se divertem bastante em eventos nos quais os não integrantes desta Associação muitas vezes se vêem afrontados, reprimidos, e mesmo assim, [às vezes mais, às vezes menos] toleram resignadamente o que entendem por "inversão de valores".



Desse modo, deve haver uma compreensão mais aberta, um bom senso, uma visão pluralista, uma tolerância mútua. Lógico que a piada da cachaça é mera gozação [vide as diversas outras bebidas que apreciam tal gracejo]. Não vejo tamanha ofensa e preconceito tal qual o vislumbrado pela referida Associação. Será que as lentes dos meus óculos estão trocadas, invertidas? Enfim, essa foi a primeira observação.


Segundo> Recentemente, um gringo visitou nosso recinto. Até aí tudo ótimo, já que estamos acostumados com a rotatividade cosmopolita. Todavia, estou a procurar o dito cujo, uma vez que ele, após se deliciar nos exuberantes pratos que servimos, pagou o garçom com uma nota ($$) de cunho, no mínimo, duvidoso. Porém, querendo ser cortês, nosso atendente simplesmente deu por encerrada a conta do estrangeiro em tela, inclusive, sentiu-se por demais extasiado, pois a nota por ele recebida é a que segue. Qual o motivo de tamanha euforia?



-> Salientei em alto e bom tom para os atendentes: Não existe nota de 50 cents!?!? Seria a mesma coisa que uma nota de 50 centavos... Aiai, parece que eles não enxergaram esse detalhe. No mais, tudo normal, ok? ¬¬

-> Já o último cliente sacou uma nota bem mais polpuda... Confiram a nota e vejam quem era o freguês da vez, colegas [novamente dando a cara em nosso espaço! Parece que ele gostou. Isso é bom?]



*Frase do Ano: A comediante Joy Behar, que substituiu a Larry King em seu programa de entrevistas na rede CNN, ao comentar a derrota do casamento gay no Estado da Califórnia, proferiu: "Gay is the new black". Depois dessa, qual será a próxima bomba?

É, meus caros, a coisa tende a ficar preta!! Ou como diz o outro, "O buraco é mais embaixo."